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O Motivo porque eu não dou esmolas no trem

O Motivo porque eu não dou esmolas no trem

Quero deixar claro que não estou tentando ofender ninguém com este Post, pensei bastante se deveria publicá-lo ou não, mas se as coisas que eu direi aqui servirem para abrir os olhos de uma única pessoa que seja, eu já me sentirei bastante feliz.

Antes de mais nada eis um fato:

Existe uma lei, de número 8.213 que obriga empresas com mais de 100 funcionário a contratar pessoas com algum tipo de necessidade especial.

Não sou eu que estou dizendo, está na lei, se pararmos para pensar que a quantidade de empresas com mais de cem funcionários no Brasil é bem considerável, e que pessoas portadores de necessidades especiais são uma parcela reduzida da população, logo podemos concluir que o possibilidade de alguém assim conseguir um emprego é bem grande não é?

Veja bem, eu não quero polemizar, mas o que seria melhor para uma pessoa, ter um trabalho digno, com uma remuneração considerável e direitos trabalhistas garantidos por lei ou se submeter a humilhação e discriminação das pessoas para conseguir algumas migalhas que, acredito eu, quase não dão para o sustento?

Pela criação que minha mãe me deu, e eu agradeço muito a ela e a Deus por isso, eu com certeza escolheria a primeira opção. Então porque as pessoas que pedem dinheiro no trem não vão em busca de uma oportunidade?

Não creio que, em um mundo onde o acesso a informação é bem fácil, o fato da pessoa simplesmente não saber seja um problema. Nunca ter ouvido falar nisso, sendo que a televisão que é o maior veículo de midia existente, e que alcança mais de 95% da população divulga coisas desse tipo a todo momento, é pouco provável.

Também não quero acreditar que a pessoa está simplesmente escolhendo o caminho mais fácil. Preferir pedir esmolas a ter que acordar cedo, enfrentar o trânsito, ouvir cobranças do chefe, dormir pouco, trabalhar bastante. Será esse o motivo?

Deixe me contar uma histórinha:

Eu tenho um colega de faculdade que é portador de necessidades especiais, ele tem nanismo e não chega a um metro de altura, sim você ouviu bem, colega de Faculdade, nos formamos o ano passado, logo ele é Bacharel em Sistemas de Informação, e sabe do que mais, ele atualmente trabalha em um dos maiores bancos privados do Brasil como porgramador Cobol! Se analisarmos a situação dele podemos chegar a alguns dados interessantes. Um programador COBOL no mercado de hoje vale muito, pois é uma linguagem pouco difundida, mas que nenhum banco abre mão de usar, pois se encaixa perfeitamente para as necessidade dos bancos, ou seja, esse meu amigo não só terá emprego garantido no mercado de softwares bancários, como também terá uma remuneração que lhe garantirá uma vida bem confortável. Se juntarmos isso ao fato dele ser portados de necessidades especiais, então é ai que ele não fica desempregado nunca mais na vida.

A empresa que o contratar não só terá um profissional muito buscado no mercado, como também estará atuando de acordo com as legislações trabalhistas em vigor no país.

Outro ponto importante sobre este meu colega de classe, o lugar onde ele mora, e o lugar onde ele trabalha são bem distantes um do outro, fazendo com que ele tenha que acordar bem cedo e percorrer um grande percurso para chegar ao seu local de trabalho. O que faria muitas pessoas normais repensarem se valeria a pena o emprego.

Ele poderia muito bem ter adotado um pensamento derrotista, jogando tudo para o alto e ir até o cruzamento mais próximo, ou então nos vagões dos trems pedir dinheiro às pessoas, mas cotnrariando as estatísticas ele lutou e tem lutado, e está vencendo a sua batalha diária que é simplesmente viver.

Este é o caso mais próximo de mim, mas eu já ouvi falar de pessoas como uma moça que não tinha os braços e as pernas e ainda sim acorda todos os dias para trabalhar.

Agora eu pergunto, o que é melhor, dar o peixe o ensinar a pescar? Garantir um pedaço de nuvem no céu com algumas esmolas para um “inválido” ou a felicidade de ver pessoas assim se dando bem na vida?

Um comentário rápido: Uma moedinha para um pobre não vai te garantir salvação, acredite. Não prestigie este tipo de prática, pois assim que a pessoa perceber que não vale a pena pedir, ela ira ter que se virar de outra maneira para conseguir dinheiro. Pode não parecer, mas o bem será feito é muito melhor do que umas moedinhas para o pão de cada dia, com certeza a pior muleta que uma pessoa pode usar é a muleta social, se escorando na pena das pessoas.

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