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Entendendo os Créditos de Carbono

Não é de hoje que há uma preocupação mundial com as mudanças climáticas, o ex-Vice Presidente americano All Gore [1] vem abraçando esta causa desde a década de 70, mas o movimento em prol do Planeta ganhou força a partir de 1988 com a conferência de Toronto, seguido pelos eventos ocorridos na Suécia em 1990 e pela Eco-92 no Rio de Janeiro, mas foi no Japão em 1997 que foi elaborado o Protocolo de Quioto [2], tendo entrado em vigor em 2005.

O Protocolo de Quioto

Esta documento foi criado para propor aos países desenvolvidos uma redução na emissão de gases poluentes na atmosfera, gases estes que causam o chamado Efeito Estufa [3] considerado o fator que mais contribui atualmente com o Aquecimento Global [4].

A proposta é que no período entre 2008 à 2012 estes países reduzam no mínimo 5,2% o nível de emissão de gases em relação a 1990, este primeiro passo é chamado de “primeiro período de compromisso”. A comunidade científica mundial considera esta meta insuficiente.

O Fato é que muitos países, inclusive o Brasil, já estão se mobilizando para que está meta, além de alcançada, seja ultrapassada. Obviamente exite um interesse econômico para que haja uma redução da emissão de gases, o interesse é em acumular a maior quantidade possível de Créditos de Carbono [5].

Os Créditos de Carbono

Uma Tonelada de CO2 que se deixa de emitir equivale a um créditos de carbono.

São certificados emitidos pela ONU para empresas que atuem na redução da emissão de gases. Para que estas empresas possam receber estes certificados é necessário que elas possuam o certificado ISO 14064 [6].

A Vantagem para as empresas de possuir Créditos de Carbono é que, claro além de contribuir com o meio-ambiente, torna-a Ecologicamente correta, bem vista pelo mercado e com a possibilidade de gerar recursos financeiros com a venda dos Créditos para outras empresas que também tem o compromisso de diminuir a redução de gases.

Basicamente funciona da seguinte forma, uma empresa que não consegue atingir a meta de redução, compra créditos de outra para conseguir se enquadrar no que foi proposto pelo Protocolo de Quioto, incentivando assim a redução de gases, para maior geração de certificados, culminando na melhoria do meio-ambiente e na geração de renda extra para empresa.

Claro que o maior interesse ainda é o Dinheiro ganho com esta transação, mas pelo meno é uma forma escrupulosa de ganhar dinheiro e o Planeta agradece.

Sobre a receita arrecadada com a venda de certificados? Vai muito bem obrigado. Veja esta notícia que saiu no site da Agência Brasil, sobre o lucro da Prefeitura de São Paulo com a venda de créditos de carbono. Em entrevista o prefeito Gilberto Kassab disse que este dinheiro será revertido em obras para contribuir ainda mais com o meio-ambiente, tomara!

Você que está lendo este Post anime-se e faça sua parte, um abraço!

Saiba mais a respeito:

[1] Al Gore

[2] Protocolo de Quioto

[3] Efeito Estufa

[4] Aquecimento Global

[5] Créditos de Carbono

[6] ISO 14064


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